- CUIABÁ
- QUINTA-FEIRA, 27 , AGOSTO 2026
A empresária Thatiana Rabelo Mesquita Teodoro, responsável pelo restaurante Tatu Bola, na Praça Popular, em Cuiabá, afirmou durante audiência de custódia que se sentiu como uma “prisioneira federal” após ser presa na terça-feira (25), durante a Operação Bóreas, da Polícia Federal. Ela disse desconhecer o motivo da prisão e afirmou acreditar que o caso tenha relação com o irmão, Márcio Rabello Mesquita Theodoro, preso no Tocantins por suspeita de tráfico de drogas. “Eu fui levada como se fosse uma presidiária federal até a Politec”, declarou, emocionada.
A Operação Bóreas investiga um esquema de tráfico internacional de drogas, com suspeita de utilização de aeronaves e pistas clandestinas para transportar cocaína e armas da Bolívia e do Peru para o Brasil. Além de Thatiana, outras duas pessoas foram presas e também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens e valores.
Em nota, o Grupo Alife Nino, responsável pela marca Tatu Bola, negou qualquer vínculo societário ou administrativo com a empresária e afirmou que a unidade de Cuiabá funciona de forma independente há mais de um ano, tendo apenas licença para uso da marca. A defesa de Thatiana foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação.