- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 20 , OUTUBRO 2026
O vereador de Cuiabá Alex Rodrigues (Podemos) se manifestou após ser alvo da operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta terça-feira (20). O parlamentar teve o celular apreendido e afirmou que não tem nada a temer em relação à investigação.Entre os alvos confirmados estão: Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Miguelzinho (Cidadania), Lucélia Oliveira (AGIR), Kleberson Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos), Enfermeiro Emerson (PP), Wanderley Cerqueira (MDB), Gisa Barros (Podemos), Rogerinho Dakar (PSDB), o suplente de vereador Samir Japonês (PL) e a diretora-geral da Câmara Municipal de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inhan.
Alex confirmou que participou de um almoço em uma chácara com vereadores que apoiavam a reeleição de Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara de Várzea Grande. Segundo ele, o encontro ocorreu cerca de uma semana antes da eleição e tinha como objetivo evitar que os parlamentares fossem assediados pela chapa de oposição.
O vereador afirmou que acabou sendo envolvido na investigação por estar no local. Na avaliação dele, foi uma situação de “lugar errado e hora errada”. Apesar de ter sido alvo de mandado de busca e apreensão, Alex declarou que não teme o andamento das apurações.
A operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado relacionados ao processo eleitoral que reconduziu Wanderley Cerqueira ao comando do Legislativo várzea-grandense. Ao todo, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Além de Alex, o presidente eleito da Câmara de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), também foi alvo da operação. A participação dos dois no almoço com parlamentares que apoiavam Cerqueira é apontada como um dos motivos para que fossem incluídos na investigação. As suspeitas ainda estão sob apuração e não representam comprovação de culpa dos investigados.