terça-feira, 20 - outubro 2026 - 10:30



ALMOÇO EM CHÁCARA

Ilde nega participação em ‘esquema’ após ter celular apreendido; ‘se tivesse me convidado, eu iria de novo’


Allan Mesquita / Da Redação
Ilde Taques
Ilde Taques

O vereador Ilde Taques (Podemos), eleito presidente da Câmara de Cuiabá, afirmou que não foi encontrado nenhum material ilegal em sua residência durante a operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta terça-feira (20). O parlamentar teve o celular apreendido e declarou que respeita o trabalho das autoridades.

“Não foi apreendido nada ilegal, nem na abordagem, nem na minha casa. Apenas o meu celular”, afirmou Ilde ao comentar o cumprimento dos mandados. O vereador também foi questionado sobre uma abordagem policial anterior, ocorrida meses atrás, mas voltou a negar qualquer irregularidade.

Durante a entrevista, Ilde confirmou que participou de um almoço em uma chácara com o vereador Alex Rodrigues (Podemos) e outros parlamentares. Segundo ele, o encontro foi uma confraternização organizada por um amigo, e sua permanência no local durou menos de duas horas.

“Se tivesse me convidado, eu iria de novo, porque aqui me convidou um amigo meu. Era uma confraternização entre vereadores”, declarou.

Questionado se o almoço, realizado às vésperas da eleição para a presidência da Câmara de Várzea Grande, fazia parte de articulações políticas para a votação do dia seguinte, Ilde negou que o assunto tenha sido discutido. “Não foi falado nada de articulação lá, não foi falado nada da eleição da Câmara. Eu não participei, fui apenas convidado para um almoço”, disse.

A operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado relacionados ao processo eleitoral que resultou na reeleição de Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara de Várzea Grande. Ao todo, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.

Além de Ilde e Alex, outros vereadores e pessoas ligadas ao Legislativo várzea-grandense foram alvos da investigação. A inclusão dos parlamentares de Cuiabá estaria relacionada à participação deles no almoço com integrantes do grupo que apoiava Cerqueira. As suspeitas seguem sob investigação e não representam comprovação de culpa.


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