- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 29 , ABRIL 2026
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rebateu críticas ao novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e defendeu as mudanças propostas, incluindo um modelo de saneamento inspirado em práticas adotadas nos Estados Unidos. A principal alteração prevê que redes de água e esgoto passem a ser instaladas sob as calçadas, e não mais sob o asfalto das vias públicas.
A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (29), durante audiência pública no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso. Segundo o prefeito, a medida busca dar mais eficiência à manutenção da infraestrutura urbana. “A calçada é mais fácil de dar manutenção e fazer a instalação de rede de água e esgoto. Isso, inclusive, funciona em muitos outros países do mundo. Então não tem por que a gente não usar aquela tecnologia que está funcionando em outros países. E nem é uma tecnologia super moderna, uma coisa que os Estados Unidos já fazem desde os anos 60”, afirmou.
Abilio argumenta que a adoção do modelo representa um avanço administrativo para o município. “Para nós, é só implementar práticas de infraestrutura que vão melhorar a eficiência de Cuiabá”, disse. Além disso, o plano inclui uma série de medidas voltadas ao desenvolvimento sustentável, como o plantio de 350 mil árvores até 2036, a recuperação de córregos e nascentes e a criação de um Jardim Botânico no Morro da Luz.
O prefeito destacou ainda que o novo Plano Diretor tem como eixo central a questão ambiental e o crescimento ordenado da cidade. “Uma das coisas mais importantes são as mudanças na área ambiental, como vamos lidar com córregos, nascentes e com o crescimento populacional. Como crescer com qualidade, sem ferir o meio ambiente e garantindo qualidade de vida”, pontuou.
Segundo ele, a proposta também reposiciona o cidadão no centro do planejamento urbano. “Um plano diretor voltado para pessoas coloca o indivíduo em primeiro lugar, não o veículo ou a construção de concreto, mas sim como ela vive e se desloca na cidade”, afirmou.
Abilio também abordou a questão do Centro Histórico, afirmando que o novo plano dá protagonismo à região. “Pela primeira vez o plano diretor coloca o Centro Histórico no coração do planejamento, com ações como rebaixamento de fios, valorização das fachadas e um master plan específico”, disse. Ele ainda rebateu críticas sobre restrições do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, afirmando que o órgão é parceiro do município e que as regras de tombamento foram estabelecidas pela própria legislação local.