segunda-feira, 20 - abril 2026 - 15:02



ESPERA POR 5 HORAS

Vídeo - Abilio atribui superlotação nas UPAs à alta demanda e falta pontual de médicos


Allan Mesquita / Da Redação
Reprodução
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Na última semana, uma série de vídeos e relatos nas redes sociais reacendeu as críticas sobre a demora no atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá. Pacientes denunciam superlotação, longas filas de espera e falta de médicos em unidades da capital, com destaque para a UPA Morada do Ouro. Diante da repercussão, o prefeito Abilio Brunini atribuiu a situação a uma série de fatores, como aumento da demanda, tempo de medicação e faltas pontuais de profissionais. “As UPAs têm a sua sazonalidade”.

Em um dos registros, recebido nesta quinta-feira (16), uma mulher que preferiu não se identificar relata que aguardava atendimento há mais de cinco horas.

A denunciante também criticou a estrutura da unidade, afirmando que faltam itens básicos como cadeiras e água. Segundo ela, pessoas aguardavam desde as primeiras horas da manhã.

O gestor explicou que um dos episódios registrados na semana foi agravado pela ausência inesperada de médicos. “Eu identifiquei um dia só nessa semana que isso aconteceu, onde faltaram alguns profissionais, apresentaram atestado em cima da hora. A escala estava completa e, mesmo assim, os médicos não estavam lá”, disse.

O prefeito também explicou que parte da demora ocorre após o atendimento médico, quando os pacientes aguardam para tomar a medicação. “Quando tem uma sazonalidade como essa de lotação, a pessoa passa pelo atendimento e vai aguardar a medicação. Esse tempo pode chegar a quase uma hora, porque a medicação leva de 30 a 40 minutos por paciente”, pontuou.

Ele ainda criticou a situação e a conduta de alguns servidore, que segundo ele, só agilizam o atendimento quando ele vai nas unidades.

Já o secretário-adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça, afirmou que o aumento na procura por atendimento está ligado ao crescimento de casos de síndromes respiratórias e gastroenterites, infecções intestinais que causam diarreia, vômito e desidratação. Segundo ele, esse cenário tem superlotado as unidades.

Apesar disso, o gestor garantiu reforço nas equipes médicas. “Estamos com equipes a mais para atender a população. Hoje, em todas as UPAs de Cuiabá, estamos com cinco médicos clínicos e dois médicos infantis para trabalhar na porta, para esse atendimento mais rápido”, afirmou.

Ele também destacou medidas para melhorar o fluxo interno. “Estamos agilizando para que a equipe de enfermagem esteja prestando maior atenção e mais agilidade na sala de medicação”, disse.

Mesmo com as explicações da Prefeitura, os relatos continuam circulando nas redes sociais e evidenciam a insatisfação de quem depende do atendimento público de urgência na capital.

 

 


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