terça-feira, 13 - outubro 2026 - 16:49



APÓS DERROTA NAS URNAS

Júlio confirma aposentadoria política; ‘não tenho mais idade’


Jaqueline Gama - Especial para o FatoAgora
Júlio Campos
Júlio Campos

Derrotado na eleição e sem conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado estadual Júlio Campos (União), de 79 anos, afirmou que ele, o irmão e senador Jayme Campos (União), e a ex-prefeita Lucimar Campos não devem disputar novamente a Prefeitura de Várzea Grande.

Em declaração, Júlio afirmou que a família deve abrir espaço para uma nova geração de políticos e citou nomes que já manifestaram interesse em disputar o comando do município nas eleições de 2028.

“Nem idade nós temos mais para ser prefeito”, afirmou o deputado, ao mencionar a si próprio, Jayme e Lucimar. Segundo ele, o grupo político deve trabalhar na preparação de novos nomes para a próxima disputa municipal.

Júlio citou a vereadora Rosy Prado e o deputado estadual Fábio Tardin como possíveis nomes para representar o grupo nas próximas eleições. Ele também lembrou que a atual prefeita, Flávia Moretti, é uma candidata natural à reeleição.

Apesar de descartar uma nova candidatura própria, Júlio Campos afirmou que a família não pretende abandonar a atividade política. Questionado se o grupo pretende apoiar Flávia Moretti em 2028, o deputado afirmou que a possibilidade existe, mas ressaltou que a definição dependerá do cenário político até lá.

“Vamos apoiar! Não, vai depender do fato daqui até lá. Vamos… está muito longe”, declarou.

Júlio também afirmou que pretende continuar participando da política mesmo após deixar o mandato. Segundo ele, a relação construída ao longo de décadas faz com que seja difícil se afastar completamente da atividade.

“Mesmo que você queira sair dela, você não consegue, porque tem os amigos que ficam”, disse.

Ao comentar a própria derrota nas urnas, Júlio Campos afirmou que o resultado não foi um caso isolado entre políticos experientes de Mato Grosso.

Ele citou os deputados Eduardo Botelho, Juca do Guaraná, Oseas Machado e Paulo Araújo como exemplos de nomes conhecidos que também não conseguiram se eleger ou reeleger.

Na avaliação de Júlio, a política é marcada por mudanças e não deve gerar ressentimentos após uma derrota eleitoral.

“Política é isso aí. Não pode ter mágoas nem ressentimento”, afirmou.

Com a saída de Júlio do Legislativo estadual após a derrota eleitoral, o grupo político ligado à família Campos passa a discutir a preparação de novas lideranças para as próximas eleições municipais de Várzea Grande, previstas para 2028.


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