- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 20 , OUTUBRO 2026
Luciano Frâncio de Moraes, de 30 anos, afirmou em depoimento à Polícia que não pretendia matar a companheira, Regiane Alves Rodrigues da Silva, de 38 anos, atingida com uma facada no peito dentro de um mercado no bairro Água Vermelha, em Várzea Grande, na noite de segunda-feira (19). Durante o interrogatório, ele afirmou que pegou uma faca pequena durante uma discussão e repetiu que não tinha intenção de matá-la.
Ao explicar o que aconteceu, Luciano disse que o desentendimento começou enquanto os dois estavam no estabelecimento. Segundo o relato, a discussão envolvia uma situação em que a companheira queria algo que, conforme ele afirmou, não tinham dinheiro para comprar. Questionado sobre o motivo da briga, ele também declarou que Regiane era “brava demais”.
Durante o depoimento, o suspeito contou que pegou uma faca que estava sobre uma mesa do mercado. Ao ser questionado sobre o objeto, insistiu que era pequeno e afirmou: “Eu disse que não era para matar”. Ele também negou que tivesse a intenção de matar a companheira ao pegar a faca.
O crime foi registrado por uma câmera de segurança do estabelecimento. As imagens mostram o momento em que o homem atinge Regiane no peito. Depois do golpe, ela cai no chão do mercado.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e prestou os primeiros socorros à vítima, que foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu aos ferimentos e morreu às 21h10.
Após o ataque, Luciano fugiu do local. Ele foi identificado com a ajuda das imagens de segurança e localizado por policiais militares na região central de Várzea Grande, nas proximidades da Praça da Alegria. Em seguida, foi encaminhado à delegacia.
Durante o interrogatório, também foi mencionada uma ocorrência anterior envolvendo a Lei Maria da Penha. Luciano afirmou que havia sido preso após uma discussão com Regiane e que permaneceu detido por quase oito meses. A informação integra o relato apresentado por ele no depoimento.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada para os procedimentos relacionados à liberação do corpo e ao encaminhamento ao Instituto Médico Legal (IML), onde seria realizada a necropsia. A Polícia Civil investiga o caso.
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