domingo, 10 - maio 2026 - 11:08



POLÍCIA E ESTELIONATO

Idoso perde R$ 300 mil em golpe espiritual em MT


Delegacia de Lucas do Rio Verde (MT) investiga o caso
Delegacia de Lucas do Rio Verde (MT) investiga o caso

Um idoso de 71 anos perdeu mais de R$ 300 mil após ser induzido a acreditar que estava com uma doença grave e realizar pagamentos por supostos “trabalhos espirituais” em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá.

O caso é investigado pela Polícia Civil dentro da Operação Hipnose Financeira, deflagrada nesta sexta-feira (8), que apura um esquema de estelionato envolvendo influência psicológica e exploração de vítimas vulneráveis.

Ao todo, foram cumpridas sete ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Sinop contra investigadas suspeitas de participação no esquema.

Segundo as investigações, a vítima conheceu uma das suspeitas em um supermercado da cidade. Na ocasião, a mulher teria afirmado que o idoso estava acometido por uma doença grave. A partir desse contato, teria se iniciado um processo de manipulação emocional, no qual eram exigidos pagamentos sob a justificativa da realização de rituais religiosos destinados à suposta cura.

Familiares relataram à polícia que o idoso passou a apresentar mudanças de comportamento, incluindo isolamento e transferências bancárias via Pix para contas de terceiros desconhecidos. Ele também teria buscado empréstimos e pedido dinheiro a parentes, vizinhos e amigos.

Conforme a investigação, em alguns momentos eram solicitados valores elevados, como um pedido recente de R$ 15 mil para continuidade dos supostos “trabalhos espirituais”.

A Polícia Civil informou que há indícios de atuação interestadual do grupo, com registros de casos semelhantes em outras cidades de Mato Grosso, sempre envolvendo vítimas em situação de vulnerabilidade e grandes prejuízos financeiros.

As suspeitas, segundo a apuração, mantinham constante deslocamento entre estados, o que dificultava a localização e o avanço das investigações.

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou a quebra de sigilo telefônico e telemático, bem como a indisponibilidade de bens e valores das investigadas.


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