- CUIABÁ
- SÁBADO, 17 , OUTUBRO 2026
A jovem Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, morreu durante a realização de cirurgias plásticas no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, nesta sexta-feira (16). A paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória e passou por procedimentos de reanimação por aproximadamente duas horas. Ela deixa 2 filhos.
A morte provocou comoção entre amigos e familiares, que passaram a se manifestar nas redes sociais e cobrar que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados. Em uma publicação acompanhada de uma fotografia de Lurdes, pessoas próximas compartilharam uma mensagem de indignação: “Que os culpados sejam responsabilizados! Estamos incrédulos”.
De acordo com a nota divulgada pelo médico Euller Gustavo Preza, responsável pela cirurgia, o procedimento foi realizado em ambiente hospitalar e após as avaliações pré-operatórias que, segundo a equipe, eram exigidas para a realização da intervenção.
Ainda conforme o comunicado, durante a cirurgia foi identificada uma intercorrência súbita. Diante da situação, o procedimento foi imediatamente interrompido e os profissionais iniciaram manobras de reanimação para tentar restabelecer os sinais vitais da paciente.
As tentativas de reanimação se estenderam por cerca de duas horas, mas Lurdes não resistiu. A causa exata da morte ainda deverá ser esclarecida pelos órgãos competentes.
Na manifestação oficial, a defesa do médico afirma que o episódio pode estar relacionado a uma complicação súbita descrita na literatura médica. O comunicado, entretanto, ressalta que somente a apuração oficial poderá esclarecer o que provocou a parada cardiorrespiratória e levou à morte da jovem.
Não foram divulgados detalhes sobre quais procedimentos estéticos estavam sendo realizados, nem informações clínicas específicas sobre o atendimento. A assessoria jurídica justificou a ausência de esclarecimentos adicionais pelo respeito à família e ao sigilo médico.
Médico lamenta morte e afirma ter experiência na área
Na nota oficial, o médico Euller Gustavo Preza e sua assessoria jurídica manifestaram pesar pela morte da paciente e solidariedade aos familiares e amigos.
O comunicado sustenta que o procedimento ocorreu em ambiente hospitalar adequado, com profissionais habilitados e após avaliações pré-operatórias. A defesa também afirma que a intercorrência foi identificada durante a cirurgia e que a equipe adotou medidas de reanimação por aproximadamente duas horas.
A assessoria destacou ainda que o médico possui mais de 25 anos de atuação profissional e experiência na realização desse tipo de procedimento.
O documento também rebate questionamentos sobre a habilitação profissional do cirurgião. Segundo a defesa, o médico possui inscrição regular no Conselho Regional de Medicina e está legalmente habilitado à prática de atos médicos, inclusive cirúrgicos. A nota argumenta que o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) não seria um requisito obrigatório para a prática desses atos.
A manifestação não apresenta, contudo, uma conclusão independente sobre as causas da morte. O esclarecimento definitivo depende da análise das circunstâncias do atendimento e das informações que venham a ser apuradas pelas autoridades.
Defesa relata ameaças e registro de boletim de ocorrência
Outro ponto abordado na nota diz respeito a informações sobre uma possível agressão contra o médico após o episódio.
Segundo a assessoria jurídica, o profissional registrou um boletim de ocorrência para relatar uma suposta agressão e ameaças de morte. De acordo com o comunicado, o registro foi feito com o objetivo de preservar a integridade física do médico.
A existência do boletim de ocorrência e as circunstâncias relatadas pela defesa não foram acompanhadas, na nota, de detalhes adicionais sobre os envolvidos ou sobre eventuais medidas adotadas pelas autoridades.
A assessoria também repudiou a divulgação de imagens, informações de prontuários e dados relacionados ao atendimento que, segundo o comunicado, não correspondam aos fatos ou violem o sigilo médico.
Ao final, a defesa informou que permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
Veja nota na íntegra:
O Dr. Euller Gustavo Preza e sua assessoria jurídica lamentam profundamente o falecimento da paciente, ocorrido nesta sexta-feira (16), e se solidarizam com a família e os amigos neste momento de dor.
O procedimento foi realizado em ambiente hospitalar adequado, por profissionais plenamente habilitados, após as avaliações pré-operatórias exigidas. Durante a cirurgia, a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu imediatamente o procedimento e manteve as manobras de reanimação por cerca de duas horas, infelizmente sem sucesso.
Tudo indica tratar-se de uma complicação súbita, descrita na literatura médica. A causa, contudo, será esclarecida pelos órgãos oficiais competentes.
O Dr. Euller tem longa trajetória e vasta experiência neste tipo de procedimento ao longo de mais de 25 anos de trabalho.
Esclarecemos que o médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina está legalmente habilitado à prática de atos médicos, inclusive cirúrgicos, nos termos da Lei nº 3.268/1957. E repudiamos veementemente quaisquer tentativas de desqualificar sua habilitação, visto que o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) não é requisito para essa prática.
Sobre a notícia que divulga uma possível agressão ao médico, esta assessoria jurídica esclarece que tanto a agressão quanto ameaça de morte foram registradas pelo médico em um Boletim de Ocorrência, no intuito de preservar sua integridade física.
Em respeito à família e ao sigilo médico, não serão divulgadas informações do atendimento. Por isso repudiamos a divulgação indevida de imagens, de dados de prontuário ou de qualquer informação que não corresponda aos fatos.
Seguimos à inteira disposição das autoridades.
Assessoria Jurídica
Alex Cardoso, OAB-MT 11.393