- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 23 , OUTUBRO 2026
O vereador Demilson Nogueira (PP), que vai presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Livros Didáticos na Câmara de Cuiabá, afirmou que pretende conduzir as investigações e apurar as suspeitas de irregularidades nas compras realizadas pela Secretaria Municipal de Educação. Integrante da base e vice-líder do prefeito Abilio Brunini (PL), ele disse que continuará exercendo seu papel de vereador independentemente de ser considerado governista ou oposição. “Vou continuar fazendo o trabalho que eu tenho que fazer”, declarou.
A CPI vai investigar suspeitas de superfaturamento na aquisição de livros e materiais didáticos durante a gestão do ex-secretário municipal de Educação Amauri Monge. O caso envolve questionamentos sobre as compras e um déficit de aproximadamente R$ 131 milhões apontado na pasta.
Demilson afirmou que a comissão deve começar os trabalhos com a análise de documentos e, posteriormente, ouvir representantes das empresas envolvidas e outras pessoas que possam contribuir com a investigação. A primeira reunião estava prevista para esta quinta-feira (22), quando os parlamentares devem definir o plano de trabalho.
“Buscar todas aquelas situações que, inclusive, vocês da imprensa noticiaram. As aquisições feitas todas de forma grotesca, tranquilamente apontando superfaturamento, aquisição indevida, enfim, uma série de coisas que só trouxeram prejuízo ao município de Cuiabá”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de convocar Abilio para prestar esclarecimentos, o vereador disse acreditar que o prefeito não tenha participado das possíveis irregularidades, por ter denunciado o caso aos órgãos de controle. Ressaltou, porém, que eventuais responsabilidades serão encaminhadas às autoridades competentes caso sejam identificadas durante as apurações.
“Eu creio que não. Agora, se ao final ficar provado isso, é tranquilo que os encaminhamentos para os órgãos de controle externo serão dados, não tem dúvida”, declarou.
A composição da CPI foi oficializada pela Resolução nº 19, de 20 de outubro, após mais de dois meses de impasse para a definição dos integrantes. A presidente da Câmara, Paula Calil, recorreu ao Regimento Interno para indicar os membros, já que o Colégio de Líderes não havia realizado a reunião necessária para deliberar sobre a composição.
Além de Demilson na presidência, a comissão terá Marcus Brito (PV) como vice-presidente e Tenente-Coronel Dias (Cidadania) como membro titular. Wilson Kero Kero, Marcrean Santos e Cezinha Nascimento serão suplentes. O prazo previsto para os trabalhos é de 120 dias.
O parlamentar também afirmou que pretende manter a atuação fiscalizadora independentemente de sua posição política em relação ao Executivo. “Nós continuamos vereadores, ser oposição ou ser base é uma denominação que se dá. Todos aqui somos vereadores e com representação dada pelo povo cuiabano”, disse.
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