- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 1 , MAIO 2026
A audiência pública para discutir a revisão do Plano Diretor de Cuiabá foi marcada por bate-boca, acusações e momentos de tensão entre moradores e lideranças comunitárias na noite desta quinta-feira (30), no bairro Pedra 90. O encontro contou com a presença do prefeito Abilio Brunini (PL), que fez a apresentação do planejamento.
Durante a reunião, a vereadora Baixinha Giraldeli (Solidariedade) voltou a cobrar a inclusão da região do Pedra 90 no Plano Diretor, destacando a necessidade de investimentos e regularização urbanística. Em resposta, o prefeito reforçou as dificuldades enfrentadas pela gestão, principalmente em áreas marcadas por parcelamentos irregulares do solo.
Abilio afirmou que a situação do bairro é resultado de práticas equivocadas do passado. “Hoje é um grito de desespero de representantes dessa classe política para regularização de parcelamentos irregulares que foram feitos com o apoio dessa mesma classe política, enganando as pessoas aqui do entorno do Pedra 90”, declarou.
O prefeito acusou antigos responsáveis por loteamentos de venderem terrenos sem infraestrutura básica. “Eles venderam sem asfalto, sem rede de água, sem iluminação pública, e agora querem que a prefeitura resolva tudo”, disse. Segundo ele, a atual gestão não irá compactuar com esse tipo de prática. “Essa negociata não vai existir com a Prefeitura de Cuiabá”, afirmou.
O momento mais tenso da audiência ocorreu durante um confronto verbal entre o morador identificado como Toledo e o líder comunitário Marco Baiano. Após denúncias sobre loteamentos irregulares, Toledo afirmou que áreas da região teriam sido parceladas por pessoas ligadas a gabinetes políticos.
Na sequência, Marco Baiano interrompeu e rebateu: “Você foi pedir voto junto com ele”, acusou, elevando o tom da discussão. Toledo respondeu pedindo respeito e continuidade da fala: “Faça sua explanação”, disse, enquanto tentava retomar o raciocínio.
A troca de farpas seguiu com interrupções e provocações. Em meio ao tumulto, alguns moradores lamentaram a falta de organização e o prejuízo ao debate.
“Eu fico triste. Muitos vieram aqui para tumultuar. Não deixaram a gente conversar. Muitos moradores estão frustrados porque não conseguiram falar tudo o que tinham de interesse”, relatou um participante. Ele destacou que temas importantes, como infraestrutura, regularização fundiária e ampliação do perímetro urbano, acabaram prejudicados pela desordem.
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