quarta-feira, 22 - abril 2026 - 18:55



'CONSAGRAR BRASIL A CRISTO'

Em MT, Flávio critica militância em escolas; 'não vamos ter professor influenciando menina a virar menino'


Allan Mesquita - Da Redação / Thiago Rafael - Do Local
Reprodução
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O pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro, elevou o tom ideológico durante discurso no Norte Show, em Sinop, nesta quarta-feira (22), ao misturar política, religião e pautas conservadoras diante de produtores rurais e lideranças do agronegócio.

Ao projetar a vitória na disputa ao Palácio do Planalto, ele disse que “já sonha” com discurso de posse. “Eu tenho o sonho de, na hora de fazer um discurso de posse, poder fazer uma oração para consagrar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, declarou.

O trecho, com forte apelo religioso, foi acompanhado de um chamado direto ao público para “resgatar o Brasil”, reforçando o slogan bolsonarista e a defesa de valores cristãos. A declaração, no entanto, tende a gerar debate por tocar no princípio do Estado laico, ao sugerir uma identidade religiosa institucional para o país.

No campo educacional, o senador também adotou um discurso duro ao criticar o que classificou como “militância” em sala de aula. “Não vai ter professor querendo influenciar uma menina a virar menino ou vice-versa. Eu não admito mais essa formação de militância”, afirmou. A fala entra em temas sensíveis, como identidade de gênero e atuação de professores, e deve repercutir entre apoiadores e críticos.

Já ao abordar o agronegócio, Flávio Bolsonaro fez críticas a órgãos ambientais e prometeu mudanças. “A gente vai acabar com essa maldade que alguns órgãos ambientais ainda fazem com o nosso agro”, disse, sob aplausos do público. Ele ainda defendeu redução de burocracia, juros mais baixos e ampliação de crédito para produtores, em linha com o discurso econômico liberal adotado pelo grupo político.

As declarações evidenciam o tom da pré-campanha do senador, que aposta em pautas conservadoras, críticas institucionais e acenos diretos ao setor produtivo como estratégia para mobilizar sua base eleitoral visando a disputa presidencial de 2026.


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