- CUIABÁ
- SEXTA-FEIRA, 25 , SETEMBRO 2026
Um operário que trabalhava nas obras de duplicação da BR-163 em Mato Grosso foi preso na manhã desta sexta-feira (25), durante uma ação de apoio à Operação Firewall, deflagrada pela Polícia Civil do Pará para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes virtuais e lavar dinheiro.
O homem era um dos alvos da investigação conduzida pela Polícia Civil do Pará e teria recebido cerca de R$ 20 mil para participar do esquema. A operação foi deflagrada na quinta-feira (24), com o cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão em sete unidades da Federação e no Distrito Federal. Segundo a investigação, o esquema provocou um prejuízo de R$ 424,7 mil a uma empresa do setor de telecomunicações. O golpe ocorreu em dezembro de 2023, quando o gerente financeiro da empresa recebeu uma ligação de uma pessoa que se passou por funcionário da área de tecnologia de uma instituição bancária.
Enganado, o funcionário forneceu as credenciais de acesso à conta da empresa. Na sequência, os criminosos realizaram sete transferências bancárias não autorizadas, totalizando o valor milionário.
Após o desvio, o dinheiro teria sido rapidamente distribuído entre diversas contas. De acordo com a Polícia Civil, os valores passavam por chamadas “contas de passagem”, que eram esvaziadas no mesmo dia, antes de serem transferidos novamente para outros beneficiários. A investigação aponta que integrantes do grupo recebiam valores para disponibilizar suas contas bancárias e auxiliar na movimentação e lavagem do dinheiro.
O operário preso em Mato Grosso seria um desses envolvidos. Conforme informado pelos policiais, ele teria recebido aproximadamente R$ 20 mil pela participação no esquema.
O suspeito foi localizado após a Polícia Civil do Pará informar às autoridades de Mato Grosso que um dos investigados poderia estar no Estado.
As equipes iniciaram as buscas para confirmar a localização do homem e conseguiram encontrá-lo no local onde trabalhava, nas obras de duplicação da BR-163.
Segundo a investigação responsável pela prisão, o fato de os mandados permanecerem sob sigilo até a deflagração da operação dificultou que a empresa responsável pela obra tivesse conhecimento prévio de que o trabalhador era investigado.
No momento da prisão, o suspeito teria afirmado aos policiais que não se lembrava do caso e que não sabia exatamente por que estava sendo procurado. Ele também disse ter tomado conhecimento da operação na quinta-feira, mas não imaginava que estivesse entre os alvos.
A Operação Firewall contou com a participação de policiais do Pará, Mato Grosso, Tocantins, Bahia, Goiás, Ceará e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.
Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva. A investigação também resultou em ordens para apreensão de celulares, cartões bancários e dinheiro em espécie, além do bloqueio de bens, direitos e valores dos investigados até o limite do prejuízo identificado.
Os investigados são suspeitos dos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de capitais e associação criminosa. A participação individual de cada investigado ainda será apurada no decorrer da investigação.