domingo, 16 - agosto 2026 - 13:40



CAMPANHA COMEÇOU

Pivetta associa Wellington a mortes na BR-163 e diz que DNIT foi usado para barganha política; ‘brincou com a vida das pessoas’


Allan Mesquita / Da Redação
Pivetta
Pivetta

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) voltou a mirar, neste domingo (16), o senador Wellington Fagundes (PL), adversário na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026. Durante o lançamento da campanha em Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá), Pivetta retomou a discussão sobre a BR-163 e, sem citar nominalmente o senador, criticou a influência política que, segundo ele, existiu durante anos dentro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Ao falar sobre a estadualização da rodovia, Pivetta afirmou que a BR-163 ficou abandonada durante anos, apesar do crescimento econômico e populacional da região Norte de Mato Grosso. Na avaliação do governador, o DNIT teria sido utilizado como instrumento de negociação política e estaria sob influência de um senador por cerca de duas décadas.

“E sempre o DNIT, o Ministério dos Transportes, o DNIT foi um instrumento para barganha política e foi entregue a um senador da República, que eu não preciso dizer o nome, que ficou explorando isso 20 anos, enquanto as pessoas morriam”, afirmou.

Na sequência, Pivetta classificou a situação como uma espécie de negligência com a população que dependia da rodovia. “E isso sim é covardia, isso sim é covardia, ficar brincando com a vida das pessoas”, declarou.

A declaração ocorre dois dias depois de Pivetta fazer críticas diretas a Wellington. Na sexta-feira (14), o governador afirmou que o senador agia como uma espécie de “gerente” do DNIT e que teria influência sobre a distribuição de recursos do órgão. Na ocasião, também fez acusações envolvendo o ex-secretário de Infraestrutura de Mato Grosso Cinésio Nunes de Oliveira e mencionou delações premiadas relacionadas à gestão do ex-governador Silval Barbosa.

Sem mencionar novamente o nome de Wellington neste domingo, Pivetta apresentou a estadualização da BR-163 como uma resposta do Governo de Mato Grosso ao que classificou como décadas de abandono da rodovia. O governador atribuiu a decisão ao trabalho conjunto com o ex-governador Mauro Mendes e destacou os riscos assumidos para viabilizar a operação.

“E foi preciso o Mauro e eu fazer uma coisa que jamais seria pensada: Mato Grosso comprar uma concessionária privada por um real mais um real e fazer uma engenharia técnica e financeira”, afirmou.

Pivetta também relembrou uma conversa com Mauro Mendes antes da decisão e disse que os dois assumiram juntos o desafio de assumir a administração da rodovia.

“Você foi e tem tudo, eu fui e tem tudo e nós resolvemos. Eu nunca esqueço o dia que você me chamou e disse: ‘Pivetta, esse negócio é grande para nós, eu não tenho muita certeza que nós vamos conseguir, mas se você bater o martelo comigo nós vamos fazer’. E eu falei: ‘Mauro, não precisa pensar nisso, nós vamos fazer o bem’”, relatou.

Ao defender o resultado da estadualização, Pivetta afirmou que a duplicação da rodovia avançará até a conclusão prevista pelo governo. “Até o final do ano que vem não tem nenhum metro mais da BR-163 sem ser duplicado. Nenhum metro, nenhum metro!”, declarou.

 


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