- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 3 , NOVEMBRO 2026
O vereador Rafael Ranalli (PL) condenou o assassinato de Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, morto a tiros pelo próprio irmão, Laercio Antônio da Silva, de 60 anos, após um desentendimento em um bar de Paranaíta (838 km de Cuiabá). O crime ocorreu no domingo (1º) e, segundo relatos de testemunhas à polícia, os irmãos tinham divergências políticas e não se falavam.
Questionado sobre o episódio antes da sessão da Câmara de Cuiabá, nesta terça-feira (3), Ranalli classificou o caso como o ponto mais extremo da violência provocada pela polarização política.
“Chegar a ter um assassinato entre irmãos acho que é o ponto mais extremo que pode ter. A gente é contra”, afirmou.
O parlamentar disse acreditar que o clima de tensão política deve diminuir nos próximos dias e comparou a reação dos eleitores à de torcedores quando o time perde uma partida.
“Acabou de acontecer a eleição. Vai acalmar daqui uns dias. Eu creio que tudo vai entrar nos eixos. Quando o seu time perde, você fica com raiva. Essa raiva vai ficar uns dias, mas não essa raiva extremista”, declarou.
Ranalli também questionou o tratamento dado pela imprensa a crimes envolvendo divergências ideológicas. Segundo ele, quando um apoiador da direita comete violência, a identificação política costuma aparecer nas manchetes, mas isso não teria ocorrido da mesma forma no caso de Paranaíta.
“Dessa vez foi o petista que matou o bolsonarista. Então tem que deixar bem claro até nas notas aí da mídia. Eu não tô vendo isso. Ah, briga política causa morte de irmãos. Quando é um bolsonarista, é bolsonarista mata”, afirmou.
O vereador defendeu que pessoas com opiniões divergentes evitem prolongar discussões e se afastem de situações de conflito.
“Você não vai convencer a pessoa. A gente está muito arraigado ideologicamente, dos dois lados. Se o outro discutiu, falou alguma coisa que você nunca ouviu, só sai de perto”, aconselhou.
O crime ocorreu em um bar na comunidade Santa Marta, no assentamento São Pedro. Conforme o boletim de ocorrência, Gilmar foi atingido por três disparos, sendo um na mão esquerda e dois no tórax, e morreu no local. O suspeito fugiu após o assassinato e está sendo procurado pela polícia.
A Polícia Civil investiga o homicídio e deve apurar a relação entre as divergências políticas relatadas por testemunhas e a motivação do crime.