domingo, 31 - maio 2026 - 15:12



CASO VALLEY

Bióloga enfrentará novo júri por morte de jovens atropelados


Reprodução
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A Justiça de Mato Grosso marcou para o dia 23 de junho o novo julgamento da bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, acusada de atropelar três jovens em frente à antiga boate Valley Pub, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. O acidente, ocorrido em dezembro de 2018, resultou na morte de duas pessoas e deixou uma terceira gravemente ferida.

O caso será novamente analisado pelo Tribunal do Júri após a anulação da decisão proferida no julgamento anterior. As sessões serão presididas pela juíza Mônica Catarina Perri, titular da 1ª Vara Criminal da Capital.

A defesa da ré será conduzida pelo advogado Rodrigo Grecelle Vares. Já a assistência de acusação ficará a cargo dos advogados Mauro Viveiros Filho, Victoria Regina Viveiros e Regina Reverdito Viveiros, representantes da família de uma das vítimas.

De acordo com os autos, o acidente aconteceu por volta das 5h50 do dia 23 de dezembro de 2018, quando Rafaela dirigia uma caminhonete Renault Duster Oroch pela Avenida Isaac Póvoas. Conforme as investigações, o veículo atingiu três jovens que estavam em frente à casa noturna.

A universitária Myllena de Lacerda Inocêncio, de 22 anos, morreu ainda no local. Ramon Alcides Viveiros, de 25 anos, chegou a ser socorrido e permaneceu internado por cinco dias, mas não resistiu aos ferimentos. A terceira vítima, Hya Giroto Santos, então com 21 anos, sobreviveu após permanecer em coma e ser submetida a quatro procedimentos cirúrgicos.

Na época dos fatos, Rafaela tinha 33 anos e foi presa em flagrante. Inicialmente, ela foi autuada por homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa. Após passar por audiência de custódia, obteve liberdade mediante pagamento de fiança e passou a responder ao processo em liberdade.

Ao longo da tramitação do caso, o Ministério Público de Mato Grosso sustentou que a motorista conduzia o veículo sob efeito de álcool e em velocidade incompatível com a via, assumindo o risco de provocar o resultado fatal.

Rafaela foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2022 e acabou absolvida. Na ocasião, a decisão levou em consideração conclusões técnicas apresentadas em laudos periciais anexados ao processo. Posteriormente, porém, a sentença foi anulada, determinando a realização de um novo júri popular para reavaliar o caso.


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