sábado, 22 - agosto 2026 - 18:27



RACHA NO GRUPO

Jayme afirma que puxou Mauro em 2018 e critica recuo


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O senador Jayme Campos (União-MT) voltou a criticar a trajetória política do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e afirmou que teve participação importante na construção da candidatura que levou Mendes ao Governo de Mato Grosso em 2018.

A declaração foi dada em resposta ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que havia afirmado que Jayme teria se beneficiado da campanha de Mendes naquele ano.

Jayme rejeitou a avaliação e disse que, na realidade, foi um dos responsáveis por fortalecer a candidatura do então empresário e ex-prefeito de Cuiabá. O senador também criticou a decisão de Mendes de não disputar a reeleição para a Prefeitura de Cuiabá em 2016.

“Nunca fiz política no ombro. Agora, o Mauro Mendes, não. Eu puxei ele pela mão. Ele vinha de uma derrota, você sabe bem, de governador, e não teve nem peito para disputar a eleição para prefeito de Cuiabá. Todo mundo sabe disso aqui em Cuiabá”, afirmou.

Mauro Mendes foi eleito prefeito de Cuiabá em 2012, mas decidiu não concorrer novamente ao cargo em 2016. Dois anos depois, disputou o Governo de Mato Grosso e venceu a eleição ainda no primeiro turno.

Segundo Jayme, durante a campanha de 2018, seu grupo político ofereceu apoio, votos e articulação para contribuir com a vitória de Mendes.

“Nós que recebemos ele, com todo respeito por ele, fizemos a nossa parte devido ao tempo e demos a oportunidade de eleger ele em 2018. Com certeza, a nossa contrapartida foi o quê? Foi lealdade, amizade e voto que nós proporcionamos a ele”, declarou.

Votação em Várzea Grande

Jayme também citou o desempenho eleitoral de Mendes em Várzea Grande, município considerado reduto político da família Campos. Segundo o senador, os resultados obtidos pelos dois candidatos na cidade demonstrariam a força da aliança construída naquele período.

“Pode ver o histórico ali: quantos votos o Jayme Campos teve em Várzea Grande e quantos votos teve o Mauro Mendes. O voto casado. Eu fiz quase 70% dos votos, se não me engano, ele fez 69%”, afirmou.

O senador classificou o apoio como resultado de uma relação política baseada em lealdade e reciprocidade e afirmou que essa postura também é adotada por outros integrantes de seu grupo político.

“Isso é política de lealdade, de amizade e, sobretudo, de consideração. É a prática que o Jayme Campos faz, que o Júlio Campos faz e que a dona Lucimar faz, quando ela foi prefeita de Várzea Grande, com os nossos aliados”, concluiu.


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