- CUIABÁ
- DOMINGO, 30 , AGOSTO 2026
úO deputado estadual Julio Campos (União) avaliou que a força do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso não seria suficiente, neste momento, para levar a candidata Natasha Slhessarenko (PSD) ao segundo turno da eleição para o governo do Estado. Para ele, a disputa tende a ser protagonizada pelo senador Wellington Fagundes (PL) e pelo atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Natasha é candidata pelo PSD e representa o campo de centro-esquerda na disputa pelo Palácio Paiaguás. A candidatura conta com o apoio da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, além de PSB, PDT, PSOL e Rede.
Segundo o parlamentar, Fagundes reúne atualmente condições para avançar ao segundo turno principalmente pelo apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e pela força política construída em Mato Grosso.
“Eu acho que o Wellington Fagundes, que já vem liderando as pesquisas desde o ano passado, pela força do 22, do Bolsonaro e do Mato Grosso, pode consolidar-se como um dos que vai para o segundo turno”, afirmou.
Na avaliação do deputado, o outro nome com chances de avançar seria Pivetta, que assumiu o governo de Mato Grosso em março deste ano, após a renúncia de Mauro Mendes para disputar o Senado.
“Justamente, acredito, com o atual governador Otaviano Pivetta”, completou.
Natasha
Ao comentar a candidatura de Natasha, Julio Campos reconheceu a capacidade da adversária, mas avaliou que ela ainda não teria força eleitoral suficiente para alcançar uma das duas primeiras posições.
“Acho difícil a doutora Natasha, que é uma candidata muito boa, jovem, né? Mas sem aquela força do PT em Mato Grosso, ainda não é suficiente para carregar ela para o segundo turno”, declarou.
Na pesquisa Quaest divulgada nesta semana, Natasha aparece em terceiro lugar, com 8% das intenções de voto. Wellington Fagundes lidera numericamente com 27%, seguido por Pivetta, com 23%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
O levantamento também mostra um cenário de forte indefinição: 29% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou disseram que não pretendem votar em nenhum dos candidatos, enquanto outros 8% permanecem indecisos.
Eleição “esquisita”
Apesar de apontar Fagundes e Pivetta como os nomes com maior possibilidade de chegar ao segundo turno, Júlio Campos ponderou que ainda é cedo para cravar um cenário definitivo.
“Então, acredito que será esse o turno, até porque tem seis candidatos a governador”, afirmou.
O deputado classificou a eleição de 2026 como “esquisita” e “estranha”, principalmente pela baixa percepção dos eleitores sobre a disputa.
“Eu nunca vi uma eleição tão esquisita, tão estranha, como esta de 2026. Pouca gente sabe que tem eleição, que tem candidatura”, disse.
Para Júlio, o elevado percentual de eleitores que ainda não definiram o voto demonstra que o cenário pode sofrer alterações nas próximas semanas.
“Então, quer dizer, ainda está muito cedo para a gente dar o diagnóstico”, ponderou.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro.
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