- CUIABÁ
- QUARTA-FEIRA, 14 , OUTUBRO 2026
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) acusou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, de atuar com partidarismo e defendeu que a campanha nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva peça a suspeição do magistrado. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (13), após o TSE suspender o canal “Exército do Lula” no WhatsApp.
“Já passou da hora da nossa campanha nacional pedir a suspeição do Kássio Nunes Marques. Ele está lá a serviço do bolsonarismo, é um absurdo para a democracia brasileira”, declarou Lúdio.
A decisão de Nunes Marques atendeu a um pedido do PL e suspendeu trecho do despacho do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que permitia o funcionamento da página. O presidente da Corte reitera que a retomada depende da regularização do endereço perante a Justiça Eleitoral, apontando uso em propaganda sem comunicação prévia ao tribunal.
Segundo Lúdio, o canal surgiu de maneira espontânea entre apoiadores e cresceu no momento de acirramento da disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar também citou a nomeação do ministro André Mendonça como juiz auxiliar da propaganda e afirmou haver peso duplo na fiscalização da Justiça Eleitoral.
“Quem é especialista em fake news e maldade é a tropa do Flávio Bolsonaro. Eles têm o canal deles, e o canal deles espalha mentira o tempo todo. E contra eles a Justiça Eleitoral não faz nada”, afirmou o deputado, citando ainda que mobilizações recentes em Cuiabá e em universidades demonstram o engajamento favorável a Lula.
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