quinta-feira, 9 - julho 2026 - 09:53



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Suspeito de usar instituição de apoio a crianças com câncer para arrecadar Pix tem surto na delegacia em Cuiabá


Allan Mesquita / Da Redação

Adriano Miguel, de 33 anos, foi preso em flagrante na última sexta-feira (3), em Cuiabá, suspeito de utilizar indevidamente o nome e a imagem de uma instituição que presta apoio a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer para arrecadar doações por meio de transferências via Pix.

Conforme a Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, o investigado teria entrado em contato com diversas pessoas, enviando fotos e vídeos de crianças hospitalizadas para solicitar contribuições em dinheiro. A suspeita é de que, mesmo após deixar de integrar a instituição, ele continuasse se apresentando como representante do projeto e recebesse os valores em contas bancárias de sua titularidade.

Durante o cumprimento da prisão, um aparelho celular foi apreendido e será submetido à perícia, mediante autorização judicial. A análise deve auxiliar na identificação de outras possíveis vítimas, no levantamento das mensagens enviadas e na apuração sobre o destino do dinheiro arrecadado.

NARRA IMAGENS

Na delegacia, segundo a Polícia Civil, Adriano Miguel apresentou um surto comportamental após ser informado da prisão. De acordo com os investigadores, ele passou a agir de forma agressiva, bateu no próprio rosto e apresentou comportamento autolesivo. Diante da situação, foi necessária a contenção para preservar a integridade física do investigado e a segurança das pessoas presentes, sendo posteriormente encaminhado para avaliação médica.

A Polícia Civil informou ainda que representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Adriano Miguel foi autuado, em tese, pelo crime de estelionato, e as investigações seguem para apurar a extensão do caso e verificar se há participação de outras pessoas.

Após a repercussão da prisão, a Companhia da Alegria divulgou uma nota informando que Adriano Miguel é uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 2 de suporte, e que estava em crise no momento da abordagem policial. A instituição afirmou que a informação busca contextualizar o comportamento apresentado por ele durante a ocorrência, sem interferir na apuração dos fatos pelas autoridades.


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