domingo, 7 - junho 2026 - 13:17



POLÍTICA NA CÂMARA DE CUIABÁ

Vereadores ignoram Ilde e mantêm eleição adiada da Câmara em Cuiabá


Presidente Paula Calil (PL)
Presidente Paula Calil (PL)

Nos bastidores da Câmara Municipal de Cuiabá, o adiamento da eleição da Mesa Diretora de agosto para novembro já é tratado como encaminhado entre os grupos políticos ligados à presidente Paula Calil (PL) e ao vereador Dilemário Alencar (União Brasil), após reunião realizada na última semana.

Atualmente, os parlamentares favoráveis à mudança já reuniram 12 assinaturas em apoio à proposta apresentada pelo vereador Mário Nadaf (PV), número superior ao mínimo necessário para a tramitação da matéria no Legislativo.

A principal resistência à alteração permanece com o grupo do vereador Ilde Taques (Podemos), que também é pré-candidato à presidência da Casa. Apesar da divergência, a avaliação entre os articuladores é de que a proposta deve avançar sem grandes obstáculos nas próximas etapas de votação.

O entendimento em torno do adiamento foi reforçado em reunião convocada por Paula Calil no início da semana, que contou com a presença de 14 vereadores e teve duração aproximada de seis horas. O encontro expôs divergências entre os blocos que disputam o comando da Câmara, mas também resultou em uma convergência quanto à necessidade de alteração do calendário eleitoral interno.

A mudança proposta prevê a transferência da eleição da Mesa Diretora para o dia 5 de novembro. O argumento utilizado por parte dos parlamentares favoráveis é o de evitar possíveis inseguranças jurídicas, em referência a decisões recentes envolvendo eleições antecipadas em outras casas legislativas.

Embora Paula Calil e Dilemário Alencar mantenham projetos distintos para a presidência do Legislativo, ambos passaram a defender o adiamento como medida preventiva diante do cenário jurídico.

O grupo de Ilde Taques, por sua vez, afirma não ter participado das articulações e se posiciona contra a mudança de data, defendendo a manutenção do calendário originalmente previsto. Segundo aliados, a discussão teria ocorrido sem a participação direta de sua base política.

A proposta de emenda à Lei Orgânica já começou a tramitar na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal.


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