- CUIABÁ
- TERÇA-FEIRA, 1 , SETEMBRO 2026
O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Missão, Rafaell Milas, comparou a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra o candidato à Presidência Renan Santos a “facada do Bolsonaro”. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (1º), na chegada ao debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado pela TV Vila Real (TV Record). Ao comentar a decisão, Milas afirmou que a medida representa uma “clara perseguição” a Renan e criticou o fato de a determinação ter sido tomada de ofício, sem provocação de outra parte no processo.
“Eu acho que vai ser a facada do Bolsonaro no Renan Santos, porque foi uma decisão de ofício. Ou seja, ninguém precisou provocar o Toffoli no TSE”, declarou.
A decisão de Toffoli restringiu a campanha digital de Renan Santos, determinando a suspensão da propaganda eleitoral em perfis que não foram informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo. O ministro também suspendeu os repasses do Fundo Eleitoral à chapa e proibiu a participação do candidato em debates, entrevistas e outros meios de comunicação.
Milas, no entanto, considerou a medida exagerada e afirmou que Renan teria regularizado as contas posteriormente. “Foi exagerado tirar a rede do ar, tirar o fundo editorial [eleitoral] que já não usa e não tem”, afirmou.
O candidato também questionou o alcance da decisão e disse que, caso o entendimento seja aplicado de maneira ampla, milhares de políticos poderiam ser afetados. “O cálculo mostrou que mais de 2.700 políticos candidatos ficariam fora”, declarou, sem apresentar durante a fala a origem do levantamento.
Na avaliação de Milas, a decisão ganha contornos políticos porque Renan Santos e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) vêm fazendo críticas públicas a Toffoli. O candidato afirmou ainda que Renan teria sido o único integrante do movimento a participar de manifestações pedindo a prisão do ministro.
“Quando o MBL denuncia o Toffoli, e esse cara, de ofício, de maneira monocrática, vai lá, tira as redes do cara e tira o cara do jogo, isso é claramente uma perseguição”, afirmou.
Milas também fez críticas à trajetória de Toffoli, lembrando que o ministro atuou como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de ser indicado por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para o candidato do Missão, a decisão contra Renan deverá ser revertida.
A determinação de Toffoli foi baseada, segundo o TSE, no descumprimento das regras eleitorais que obrigam candidatos a informar, no momento do registro de candidatura, todas as contas que serão utilizadas para propaganda eleitoral. No caso de Renan, o ministro apontou que 16 perfis foram apresentados somente depois do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
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